O que é Bluesky?
Bluesky é uma rede social de microblogging lançada oficialmente em fevereiro de 2023, mas que começou como um projeto em 2019, idealizado por Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter. Financiada inicialmente pelo Twitter, a plataforma nasceu com a missão de criar um protocolo aberto e descentralizado — o AT Protocol — para redes sociais. Após se tornar independente, o Bluesky cresceu rapidamente, atingindo mais de 13 milhões de usuários globais até o final de 2024, com um salto significativo no Brasil após tensões envolvendo o X.
Diferente de plataformas centralizadas como o X ou o Instagram, o Bluesky permite que usuários e desenvolvedores personalizem suas experiências, desde o feed até as regras de moderação. Seu limite de 300 caracteres por post (superior aos 280 do X para não assinantes) e uma interface simples lembram o Twitter clássico, mas com um toque moderno e foco em transparência e autonomia.
No Brasil, o Bluesky ganhou força em abril de 2024, quando críticas de Elon Musk ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes levaram a uma migração em massa de usuários. A adesão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro chefe de Estado a criar um perfil na rede, reforçou sua popularidade, trazendo ministros, artistas e influenciadores.
Como o Bluesky funciona?
Para usar o Bluesky, basta baixar o app (Android e iOS) ou acessar via web em bsky.app. O cadastro é simples: escolha um nome de usuário (como @usuario.bsky.social) e uma senha. Inicialmente, o acesso exigia convites, mas desde 2024 está aberto a todos. A integração com o AT Protocol permite que, no futuro, usuários hospedem seus próprios servidores, mas por enquanto a plataforma opera em um servidor central gerido pela equipe Bluesky.
O feed é cronológico por padrão, mas oferece opções personalizáveis via feeds customizados, criados por usuários ou desenvolvedores. Você pode postar textos, imagens, vídeos curtos e links, além de curtir, comentar e compartilhar (aqui chamado de “repost”). A busca por perfis e hashtags é intuitiva, e a ausência de anúncios pagos mantém a experiência limpa.
Principais funcionalidades do Bluesky
- Limite de 300 caracteres: mais espaço para expressar ideias;
- Feeds personalizados: escolha o que ver, desde algoritmos comunitários até ordem cronológica;
- Descentralização parcial: o AT Protocol promete autonomia futura;
- Moderação colaborativa: usuários podem sinalizar conteúdo, e comunidades definem regras;
- Integração aberta: suporte a ferramentas de terceiros via API;
- Sem anúncios: foco na experiência do usuário, não na monetização.
A interface é quase idêntica à do X, com ícones para casa (feed), lupa (busca), sino (notificações) e perfil, mas o tom é mais leve e comunitário.
Por que o Bluesky foi criado?
O Bluesky surgiu como resposta às limitações das redes tradicionais. Jack Dorsey imaginou um protocolo aberto que evitasse o controle centralizado, inspirado por críticas ao Twitter sobre censura, algoritmos opacos e coleta de dados. Sob o comando de Jay Graber, CEO desde 2021, a plataforma evoluiu para um serviço independente, priorizando privacidade e liberdade.
No Brasil, o contexto foi decisivo: o bloqueio do X em agosto de 2024, ordenado pelo STF por descumprimento de regras contra desinformação, empurrou usuários a buscar alternativas. O Bluesky se destacou por sua semelhança com o X e por não tolerar discurso de ódio, conforme prometido por Graber.
Vantagens e desafios do Bluesky
Vantagens
- Familiaridade: transição fácil para ex-usuários do X;
- Controle: feeds e moderação ajustáveis;
- Crescimento no Brasil: cerca de 2 milhões de brasileiros aderiram até fevereiro de 2025;
- Comunidade ativa: presença de figuras públicas e criadores de conteúdo.
Desafios
- Escalabilidade: o servidor central ainda limita a descentralização total;
- Concorrência: enfrenta Threads e Mastodon;
- Monetização: sem anúncios, depende de doações e planos futuros de receita;
- Curva de aprendizado: feeds customizados podem confundir novatos.
Impacto e recepção no Brasil
O Bluesky explodiu no Brasil após o bloqueio do X, com picos de busca no Google Trends em agosto de 2024. A chegada de Lula, seguida por nomes como Anitta e Felipe Neto, consolidou a rede como um espaço para política, cultura e humor. Segundo estimativas, o Brasil é o segundo maior mercado da plataforma, atrás apenas dos EUA.
A rede também atraiu por sua postura contra desinformação, alinhada às demandas legais brasileiras. Diferente do Mastodon, que exige conhecimento técnico para criar servidores, ou do Threads, ligado ao ecossistema Meta, o Bluesky oferece simplicidade e independência, conquistando tanto usuários casuais quanto ativistas.
Vale a pena usar o Bluesky?
Para quem sente falta do Twitter “de antigamente”, o Bluesky é uma escolha natural. Sua combinação de familiaridade, personalização e foco comunitário o torna ideal para conversas em tempo real. No Brasil, é uma alternativa viável ao X, especialmente para quem quer fugir de polêmicas ou apoiar uma plataforma em ascensão. Contudo, seu sucesso a longo prazo dependerá de manter o crescimento e realizar a promessa de descentralização total.
Conclusão
Bluesky não é só uma rede social — é um movimento para rethinking o microblogging. No Brasil, sua ascensão reflete a busca por alternativas após crises no X, enquanto globalmente desafia gigantes como Meta e Twitter. Se você procura um espaço dinâmico, sem anúncios e com potencial de evolução, o Bluesky merece sua atenção. Experimente e veja se ele será o novo lar das suas ideias.